Um caso de polícia
fevereiro 25, 2010
A leitura dos jornais de hoje, da primeira à última página do primeiro caderno e as sobras em outras, como a de economia – se salva às do esporte e de frivolidades – estraga o resto do dia com a deprimente evidência do nível de sarjeta ou de esgoto a que baixou a pré-campanha eleitoral, com tão raras exceções que só com lupa se consegue ler. O mega-escândalo de Brasília, com as cenas da distribuição de pacotes de notas pelo ex-governador José Roberto Arruda, aos cupinchas da gang que assaltava o cofre público da pobre capital é como um monte de lixo no meio da Praça dos Três Poderes. A cada dia aumenta o mau cheiro, que tresanda pela maravilhosa cidade enfeitada pelo gênio de Oscar Niemayer e não há uma única voz no Congresso que denuncie o crime contra um patrimônio da humanidade e provoque o debate parlamentar para despertar a pasmaceira do Legislativo.
O governador José Roberto Arruda deverá permanecer preso por mais uma semana, até que seja julgado o pedido de hábeas corpus. Mas, a última palavra caberá à maioria dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Marco Aurélio Matos admite a possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal. No caso caberia ao presidente Lula nomear um governador para Brasília. O remendo que deveria ser a solução correta e definitiva. Brasília foi construída para ser a capital do Brasil.
Não é um estado, mas o Distrito Federal que acolhe os três poderes e demais órgãos federais. Planejada para uma população de 500 mil habitantes. Já se aproxima dos três milhões. Brasília não é culpada da crise ética, moral que salpica os três poderes. E poderá ser salva por uma emenda constitucional ou por uma Constituinte a ser convocada depois da posse do futuro presidente, com prazo para concluir a reforma da Constituição destroçada pela demagogia, os abusos, as mordomias, a malandragem da semana parlamentar de três dias úteis e a farra com a roubalheira do dinheiro público.
Álbum
de Retratos
Precisava lavar a alma com este dsabafo. Villas
Prezado Villas-Bôas:
Temos quase a mesma idade e idêntico pensar sobre o tema.
Nunca a palavra LAVAR teve tanta abrangência como agora em relação às diatribes políticas que ocorrem na cidade q
Prezado Villas-Bôas:
Temos quase a mesma idade e idêntico pensar sobre o tema.
Nunca a palavra LAVAR teve tanta abrangência como agora em relação às diatribes políticas que ocorrem na cidade q
Prezado Villas-Bôas:
Temos quase a mesma idade e idêntico pensar sobre o tema.
Nunca a palavra LAVAR teve tanta abrangência como agora em relação às diatribes políticas que ocorrem na cidade q
Prezado Villas-Bôas:
Temos quase a mesma idade e idêntico pensar sobre o tema.
Nunca a palavra LAVAR teve tanta abrangência como agora em relação às diatribes políticas que ocorrem na cidade q
Prezado Villas-Bôas:
Temos quase a mesma idade (nasci em novembro de 1924) e idêntico pensar sobre este tema e tantos outros.
Nunca a palavra LAVAR teve tanta abrangência como agora em relação às desavenças políticas que conspurcam a cidade que deveria ser a CAPITAL DO BRASIL, na sua inteireza, não esse covil de assaltantes do dinheiro público.
Caro Luiz Lopes da Silva:
Considerando a idade do Mestre Villas-Bôas, datada de 2 de dezembro de 1923; a sua, em novembro de 1924; a minha, em 29 de agosto de 1925; pelo que já vivemos, deveriamos estar descansando, em vez de atribular-nos com os problemas do País. Quiz o destino que nos encontrássemos, arregimentando-nos para, através desse processo virtual, procurar defender a Nação. Na medida que vamos escrevendo, procurando a verdade, desnudando a mentira, trabalhando com outros participantes deste blog, estamos tentando abrir caminho para a redenção de nosso povo. A sorte está lançada. Não há razão para recuarmos.
Vilas,
Brilhante como sempre, mas Brasília, onde não se produz nada, tem a maior renda per-capita do Brasil, virou centro irradiador de corrupção. Não sei se é hora de começarmos a pensar em tirar a capital do país daquele antro de imundície e canalhice.
Caro Paulo Miranda Sarmento:
Somos três octogenários (certamente outros existirão) preocupados com os problemas atuais do País.
Sabemos que a idade por si só não arrefece os ideais da juventude.
Não tenho a pretensão de ser melhor que ninguém, mas estou pronto a colaborar, ao menos apoiando as opiniões dos competentes colegas comentaristas e atento às lições do nosso grande preceptor Villas-Bôas Corrêa.
O mestre Villas conseguiu reunir uma garotada por aqui!
O desabafo é importante, mais que isso, no meu entender completamente pertinente. Criamos a Xangri Lá dos Ali Babás.
Para contribuir com a “rapaziada” lembro do Projeto de Lei Ficha Limpa que a Câmara dos Deputados, casa ainda maior que essa extrovenga chamada de Assembléia Legislativa do Distrito Federal, teima em sentar em cima, apesar de todo clamor popular para que o projeto ande.
Sem um projeto dessa natureza, esses larápios pândegos, os de cuecas e meias como meio de tranporte do erário afanado, voltarão à vida pública depois de um desmerecido descanso.
Alô:
Realmente, Brasília não é culpada. O culpado é o Juscelino. Que arda no inferno. Mas, e agora? Posso estar ficando louco, mas por incrível (e põe incrível nisso) que pareça, acho que se a Capital voltasse para o Rio ainda seria melhor. Que acham?
Mafra
Estou com uma agenda infernal para hoje e amanhã. Tentarei à tarde colocar um artiguete neste Blog. Desde logo um esclarecimento: não passa pela cabeça de ninguém retirar a capital de Brasília e em marcha-à-ré devolve-la ao Rio, Mas, de através de emenda constitucional,enquadrá-la em Distrito Federal para séde do governo e dos três poderes e sob a administração de um gerente de livre nomeação e demissão do Presidnete da República. Acabando com a Câmara Estadual e a grotesca Câmara de Vereadores. Villas
Não podemos sequer cogitar a possibilidade da Capital Federal voltar ao Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa já tem bandidos demais com o tráfico. O nosso querido e tão castigado Cristo Redentor teria que fazer mais milagres para evitar que o Rio perca seu universo da beleza e vire o universo do caos.
Infelizmente o problema de Brasília e do restante do país não está na corrupção dos políticos, mas sim no comodismo de um povo que desde os primórdios de sua história se agarra na crença da impunidade, que insiste em ser falso moralista, que grita com brado retumbante contra o banditismo político mas recorre sempre que possível ao seu “jeitinho” e se deleita com a promiscuidade e a indecência que toma conta de nossa cultura.
Por fim, aos nossos queridos octagenários, uma frase sempre dita por meu pai: “a experiência da velhice contra a juventude e sua burrice”.
Pedindo antecipadamente desculpas ao Villas, sugiro a leitura de um excelente artigo de seu colega no JB, o Mauro Santayana sobre a questão: A crise da razão política e a maldição de Brasília.
Clique no link a seguir, caso queira: http://www.jblog.com.br/politica.php?itemid=19591
Ei, ei, pera lá, Anderson. Tenho 29 anos. Jovem não é burro, é ignorante (eu incluso). Mas, aprendemos, e chegamos lá. E, para defender a tese contrária, nossos políticos maioria têm mais de sessenta…
Para enquadrar BRASÍLIA como a CAPITAL DO BRASIL, o mestre VILLAS-BÔAS apresenta em poucas linhas as providências necessárias.
Ao caro ANDERSON, obrigado por nos considerar “queridos octogenários” e parabéns por lembrar-se dos conselhos sábios do seu pai.
Ao caro PAX também somos gratos pelas referências à “garotada” e “rapaziada” (o que me lembra o bairro em que nasci em São Paulo: o BRÁS e a célebre canção em sua homenagem - RAPAZIADA DO BRÁS.
A ética dos outros
(de uma remoto número da Caros Amigos)
O falso moralismo é a seita pequeno-burguesa por excelência. Valores maleáveis, o pendor à autocomiseração e o caráter permeável a tentações mundanas proporcionam campo fértil para a proliferação dessa patologia comportamental baseada em hipocrisia, rancor e oportunismo.
O moralista peçonhento ignora a legislação cotidianamente: sonega impostos, financia o contrabando e a pirataria, comete pequenos furtos e infrações de trânsito, lesa funcionários e clientes, corrobora o trabalho infantil e a pedofilia, suborna autoridades, deleita-se com a prostituição e o jogo ilegal. Enquanto isso, redimido pela escolaridade e pelo status profissional, brada horrores contra os governantes corruptos que o espelham. E impunes permanecem todos.
O jornalismo oposicionista abraçou uma esquizofrenia de pregação religiosa adequada ao seu público-alvo. Os escândalos são obras do coisa-ruim barbudo, que a sociedade letrada purga com sacolejos e esgares, exorcizada pelo denuncismo histérico. Engasgado em bravatas, o fanatismo de conveniência fornece suporte emocional a veleidades autoritárias. A corrupção justificou todos os golpes da história republicana, mas sobreviveu a eles porque não passou de pretexto para derrubar adversários. Agradável no discurso, a moralidade é pimenta restrita aos olhos dos desafetos. Sempre que algum lunático ameaça tomar a plataforma legalista ao pé da letra, os espertos puxam-lhe o tapete, em nome das liberdades democráticas.
A febre ética é pura demagogia, uma fachada para a agenda obstrucionista de políticos e jornalistas que até 2002 tratavam a safadeza como acidente do poder. A burguesia atuante, majoritariamente contraventora, fisgada pela consciência dolorida e embriagada de “irritado elitismo antiplebeu” (Eric Hobsbawn), aproveita para vingar-se do populacho impertinente que lhe escapou ao controle.
Guilherme.
Concordo em muitos pontos do texto que você nos apresentou. Discordo, contudo, da afirmação de ser o falso moralismo um dos cartões de apresentação da baixa burguesia. O falso moralismo com as facetas que o texto apresenta mostra-se presente em todas os classes da sociedade. Ela ultrapassa as ideologias de um grupo político, difunde-se por toda a população transformando em uma ferramenta de justificativa, de ataque e defesa.
Pior que o falso moralismo são as falsas ideologias políticas que só existem para servir as elites políticas vorazes pela tomada ou manutenção do poder.
Extraordinária entrevista da candidata Marina Silva à rádio CBN:(http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2010/02/26/senadora-marina-silva-no-cbn-rio-269690.asp)
Excelente. Dá vinte milhões a zero em quaisquer dos postes falantes que estamos vendo nessa campanha…
Brilhantes colegas comentaristas:
Quando conseguimos ter neste blog jovens e idosos, reunidos pela “internet”, para dedicarem-se a um objetivo patriótico, tudo que for dito, a favor ou contra, é uma tentativa salutar e fiel. A lhaneza neste forum faz-nos amistosos, ainda que discordemos uns dos outros. Os debates vão sucedendo-se, trazendo o equilíbrio, através do ponto de vista de cada um de nós.
Não passou pela cabeça de ninguém dar mar a ré para que a capital volte ao Rio. A crise de Brasília clama para ela seja salva, como a capital do Distrito Federal e sede dos poderes da República e com a extinção dos monstrengos como a Assembleia Legislativa do DF e até de uma Câmara Municipal. Para fechar tais arapucas bastaria uma emenda constitucional.Villas
Em tempo Sou leitor de de todos os artigos do meu amigo, o erudito e brilhante escritor Mauro Santayana Villas
senhoras e senhores, será que a recente reportagem da revista istoe vai mudar alguma coisa no contexto da sucessão?
http://www.istoe.com.br/reportagens/53580_O+ROTEIRO+FINAL+DO+MENSALAO+PARTE+1?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
att, felipe.
Caro Felipe:
Li a reportagem da revista “Isto é”, através da informação de seu “e.mail”. Aconselho que todos companheiros façam o mesmo, afim de que cada um divulgue o que ali está inserido. Precisamos restabelecer a verdade, livrando o Pais dos maus elementos. De minha parte, agradeço-lhe a valiosa colaboração.
Caro Luiz Lopes da Silva:
Gostei de suas palavras de agradecimento, dirigidas aos colegas comentaristas “Anderson” e “Pax”. Tomo a liberdade de plagiar suas expressões, que coincidem com meus sentimentos. PMS
Caro Felipe:
A reportagem da revista “Isto é” merece ser lida e meditada, mas quanto à possibilidade da sua leitura ser capaz de mudar opiniões de eleitores, não se pode ainda avaliar.
O povo, naturalmente, vai esperar o julgamento desse monumental “calhamaço” de 69 mil páginas, em 147 volumes e 173 apensos, que não para de crescer, em virtude dos acréscimos documentais constantes durante o curso dos autos no Judiciário.
Reconheçamos que o STF está diante de uma tarefa gigantesca, de difícil solução, ainda que esse fosse o único processo a ser julgado na suprema côrte.
Confesso que não faço a menor idéia de como isso vai terminar. LLS
Caro Paulo Miranda Sarmento:
Somos jovens e idosos unidos graças ao Blog do grande jornalista Villas-Bôas Corrêa, cujos ideais nos irmanam no mundo virtual em que vivemos. Grato pela lhaneza de suas palavras. LLS
Na verdade li esse artigo através da busca de uma forma de me comunicar com o jornalista Villas-Bõas Corrêa. Sou doutoranda em Hiatoria Socila na UFF e pesquiso o SAPS (SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO DA PREVIDENCIA SOCIAL) Li em reportagem da ABI que o senhor Villas-Boas trabalhou no SAPS. Seria de grande valor para minha pesquisa um contato com ele. Por isso utilizo esse BLOG. Antecipademente agradeço,
Ana