O escândalo da distribuição de pacotes de notas pelo engaiolado ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, quando a sua gang foi filmada escondendo a propina nas meias, na cueca, nas dobras das calças e que vai sendo empurrado de moro abaixo do esquecimento, apenas confirmou o que se sabe há quase 50 anos, desde a inauguração da nova capital pelo JK, em 21 abril de 1960. Mas, de novidade mesmo o aprimoramento dos truques para esconder a mesada da corrupção e o primeiro instantâneo de um governador reunindo assessores, deputados estaduais para embolsar a gaita da máfia
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O úbere da corrupção alimenta muitas goelas. E um dos que conquistaram seu lugar no mostruário da fama é o milionário vice-governador Paulo Octavio, que foi governador de Brasília o tempo para pousar para a fotografia. Isolado no DEM, uma legenda influente no cerrado, pressionado por novas denúncias de corrupção (o que não deve constrangê-lo, afinal era a moda no seu partido e no governo) Paulo Octávio renunciou na mesma folha de papel ao governo de Brasília, a vice-governadoria e ao Democratas. Foi o terceiro governador em 12 dias. È de lamentar que não seja o último.
- Os 2,5 milhões de habitantes da capital planejada para no máximo 500 mil habitantes devem estar saboreando a emoção de serem governado pelo deputado Cabo Patrício, vice-presidente e da corporação do PT. Antes de guardar o lenço úmido das suas lágrimas, o multimilionário deputado Paulo Octávio, governador para enfeitar a biografia, desabafou com os jornalistas as suas queixas e críticas aos que o traíram, deixando para a posteridade o conselho que é uma máxima do óbvio: “Uma intervenção no Distrito Federal seria muito ruim, abalaria a autonomia política da capital do país”.
Pois é exatamente o contrário. Nos debates na campanha para valer, seja na rede nacional de propaganda eleitoral, ou promovidos pelas redes de televisão e emissoras de rádio, necessariamente analisarão a fórmula para recolocar Brasília como o distrito federal, sede dos problemas da República, sem os balangandãs de governador, assembléia legislativa, o absurdo da câmara de vereadores e demais excrescências. Brasília é vítima da deformação e da demagogia, das propinas, da semana parlamentar de três dias, de todas as sanguessugas que foram se multiplicando até o escândalo do governador José Roberto Arruda e das tolices do suplente Paulo Octávio.
Brasília pode, precisa ser salva. É o tema sério da campanha eleitoral. Se nada for feito, o ex-governador Roris, recordista da favelização, será reeleito governador. E dará conta do que sobrou.
Este será o tema da campanha para valer. E que pode mexer com o eleitorado. Villas
O problema maior é a questão chegar de forma mastigada e clara ao eleitorado, pelo que entendo.
1 - Congresso - segundo algumas opiniões, como a do blogueiro - que é compatívell com a minha - temos o “pior Congresso de todos os tempos”. Aqui as mudanças serão lentas. Ainda elegeremos antigos coronéis, “donos” de áreas do governo que cobram caro seus apoios. Mas, aos poucos, escândalos após escândalos, alguns vão caindo e, tomara, a gente renove um pouco a casa do povo.
2 - Judiciário - outro Poder, outro pilar que a sociedade, hoje, confia parcialmente. Ontem saiu aquele escândalo no Mato Grosso, 3 desembargadores e 7 juízes envolvidos numa, segundo o notíciário, corrupção danada com a tal Casa Maçônica. Contruíram o Fórum e a Casa Maçônica ao mesmo tempo. O Fórum custou o dobro e a tal Casa “surgiu” meio que do nada. Pois é… mas fica a pergunta: como podemos limpar o Judiciário desses supostos bandidos de toga?
3 - Executivo - Aqui a gente tem outro problema. Para trabalhar precisa se submeter aos caprichos e fomes do tal Legislativo que é um tremendo bezerro mamão das tetas públicas. Sinuca de bico danada. E a pergunta que não quer calar: suponha que houvesse um Executivo absolutamente ético, ele conseguiria funcionar?
4 - Brasília - não sei exatamente qual seria o processo que poderia terminar na efetiva discussão da necessidade desse governo desnecessário, usando o trocadilho que tenho direito. Alguém sabe?
E esse caso da Eletronet, Santos, José Dirceu, Banda larga popular se souberem tocar e remexer, vai dar muito pano para a manga. Quer dizer, se o eleitorado estiver interessado e entender essa sacanagem, se indignar.
Será a maior tunga da privataria do governo LuLLa.
Alô:
Está na hora de estabelecer-se uma corrente para acabar com a representação política de Brasília.99% da corrupção do DF desapareceria.
Mafra
Caro Villas-Bôas Corrêa:
A morte de um operário, em Cuba, um dia antes da chegada de nosso “caixeiro-viajante” àquela Ilha, o qual se encontrava em cárcere, carece de uma opinião de nosso pseudo dirigente. O substituto de Fidel, vociferando, tal qual um daqueles bandidos cubanos, vistos em cinema, culpa os Estados Unidos pelo que se passa de ruim naquele Pais. Sacrificam-se gerações, prometendo-lhes um futuro melhor, que nem atingirá os bisnetos dos que vivem em estado de escravatura.
Caro Villas-Bôas:
Acredito que, em sua próxima crônica, você abordará o que foi mencionado pelo colega comentarista Antonio M. Acredito que você muito terá a dizer a respeito da nova denúncia.
CORREÇÃO: Em tão poucas palavras, por descuido, repeti o vocábulo “acredito”. Solicito aceitar a substituição, em uma das frases, pelo termo “suponho”, na que melhor se adequar, respeitando a opinião de cada leitor.
Acho louvável o esmero dos ilustres comentaristas na redação dos seus textos.