O governo Lula começa de novo
janeiro 26, 2010
Alguma coisa está mexendo com a cabeça do presidente Lula, com as muitas frentes de desafios que enfrenta em período contraditório de êxitos e embaraços. Lula não pára em lugar nenhum. E tanto viaja para o exterior como faz e refaz roteiros domésticos de olho nos votos para a ministra-candidata Dilma Rousseff.
A foto não deixa mentir. No flagrante da mídia das comemorações pelos 456 anos de São Paulo, é o presidente Lula quem aparece na tribuna, com os braços abertos, medalha pendurada no pescoço, no doce embalo do improviso. Em segundo plano, apenas o busto do governador José Serra, virtual candidato da oposição. Também esquecido num cochilo da memória presidencial, quando Lula convidou o prefeito Gilberto Kassab, do DEM, a assumir o compromisso de dar um presente à cidade, no mutirão para livrar a capital das enchentes.
Ora, o prefeito Kassab, tal como o presidente Lula e o governador José Serra estão em fim de mandato, com mais 10 meses e cinco dias de governo. E, se em quatro anos não desentupiram ralos, em dez meses o prazo é curto para executar um projeto para valer. O presidente embalou no sonho de grandeza ao reproduzir a sua conversa ao pé do ouvido do paparicado prefeito Gilberto Kassab: “Eu disse ao Kassab, agora há pouco, o que nós, governo federal, estadual e municipal precisamos, não apenas em relação a São Paulo, mas em relação às regiões metropolitanas do país, sentar e tentar encontrar uma alternativa definitiva para resolver os problemas das enchentes, da saúde, do transporte e da segurança”. Como se constata um programa gigantesco, que ser discutido pelos partidos e candidatos com larga antecedência, para o lançamento como tema de campanha.
A chuvarada dos últimos dias na cidade, encurtou os discursos do presidente Lula, da ministra Dilma Rousseff, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes na inauguração de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O presidente chegou com uma hora de atraso na Zona Oeste do Rio, onde estava armado o palanque para a festança, que a chuva torrencial estragou. E que o presidente aproveitou para a gentileza da explicação: “Eu vou ser muito breve porque não é justo vocês continuarem tomando essa chuva”.
Esta chuvarada ainda vai atrapalhar o mutirão prometido pelo presidente dos cinco em 10 meses. E com a campanha a exigir viagens, comícios e discursos em todo o país.
Álbum
de Retratos
Acho que Lula vai dar um show de inaugurações nestes dez meses e dias. Villas
Concordo, meu caro Villas,
se o Lula vai inaugurar muitas obras é porque ele realizou muitas obras.
Já o Kassab se elegeu em cima das enchentes que assolaram São Paulo durante o período da Marta Suplicy, prometeu muito e fundos, disse que era uma vergonha e que São Paulo não merecia aquilo e, agora, acontece bem pior, mas muito pior mesmo, durante a sua prefeiturança.
Tanto Kassab, quanto o Serra, ladeira abaixo, estão totalmente sem discursos.
O Kassab, em recente entrevista televisiva nessa fase diluviana, afirmou que era um problema de planejamento da cidade, questão de décadas, uma culpa antiga. Aqui ele tem razão, sim.
Só que… o que ele fez com relação à essa questão? O noticiário diz que houve uma série de alterações no Plano Diretor de São Paulo privilegiando empreiteiras para construção em áreas que tem 2 características: (a) são áreas como Lapa e Butantã, onde há dinheiro, lugares bons para investir, loonge da periferia mais afetada com a chuvarada. (b) Lugares que não tem nenhuma infraestrutura para as vias, são apertadas, ruas estreitas. Vão estragar esses bairros, segundo todas as associação de moradores que conheço e mantenho relação.
Ou seja, o Kassab, assim como a maioria, quer se escudar em uma lógica correta, mas sem ter lá muita moral para falar no assunto.
Isso sem querer entrar na seara da Associação Imobiliária Brasileira, uma entidade suspeita, segundo vasto noticiário, que bancou a maioria dos atuais integrantes da Câmara Municipal de São Paulo.
A mesma Câmara que aprovou a mudança do Plano Diretor.
Se a oposição tivesse candidato ela deveria estar expondo suas idéias, planos e programas de governo,
através de outras pessoas que não são candidatos;
assim como o Lula faz,
na cabeça dele , ele não é candidato,
logo pode falar o que quiser pois
não existe censura neste país e a lei da propaganda política, na cabeça dele se aplica apenas aos candidatos, o que não é o caso dele….
Já falei antes: a oposição deve colocar seu bloco na rua urgentemente…
Schiffini
Não existe censura neste país desde que não se fale mal do presidente ou de seu governo. A triste passagem da época da ditadura mostra que teve alunos onde jamais se imaginaria ter.
As tão ditas obras do maior líder popular da história deste país escorregam na demagogia e nos desvios de verbas que unem governo e oposição.
Lula continuará a mostrar sua cara onde quer que seja: de inauguração de ponte a estátua de praça. Permanecerá calado nas polêmicas nacionais e internacionais que se apresentarem.
Lula continuará a ser o pelego de sindicato e o malandro de botequim que sempre foi.
O caro jornalista, a quem admiro muito e há anos, esqueceu-se que o Prefeito Kassab, entrou, no 1º dia de 2010 no segundo ano de mandato Municipal, visto q as eleições p/ estes mandatos não são coincidentes c/ as eleições Estaduais e Federais. Mas isso em nada atrapalha o raciocínio do maior dos comentaristas políticos, em atividade, do nosso querido Brasil.
Caro amigo Villas-Bôas Correia:
A princípio éramos leitores do seu blog. Conduzidos a comentaristas, quando passamos a escrever sobre o que é dito em suas crônicas. Finalmente, promove-nos a colaboradores, em um de seus trabalhos, o que me honra, pela parte que certamente me toca. Pelo que os companheiros dizem,é considerado nosso mestre. Apesar dos que tentam contradizer-lhe, é sempre respeitado.
Rebeldes, contra o governo da época, transformaram-se em terroristas, matando inocentes, recebendo em troca punições. Posteriormente alegaram terem sofrido torturas. Vinda a anistia, foram perdoados e indenizados. Por incrível que pareça, insurgiram-se, trazendo danos ao País, para receberem depois, de mãos beijadas, cargos de relevo no governo atual. Lamentavelmente baderneiros estão como o diabo gosta. Estão tentando levar-nos para o inferno.
O ditador venezuelano, troglodita e usurpador,já mostrou a sua cara. Belo negócio que nosso País fez ao admitir aquela Nação no Mercosul.
Caro VBC
Dá pra investigar o que aconteceu com as pesquisas do Vox Populi? saiu ou não saiu? RJ e PE? PE já vi algo na Band e o RJ?
GRANDE LULA…
Apesar do meu interesse profissional pelas pesquisas, nadav li de novo sobre as da Vox Populi. Se alguem tiver, faria um grande favor reproduzindo neste blog. Villas
Mestre Villas-Bôas Corrêa:
Com os olhos voltados para a Bandeira Nacional, perfilado, cantando o hino de nosso País, regido pela professora de canto, pela manhã, iniciava meu dia estudantil, na Escola Gonçalves Dias, no Campo de São Cristóvam. Frequentei aquele estabelecimento, do 4°. e 5°. primário, onde recebi o diploma, em 1937. Anteriormente, cursei o 1°. ao 3°. ano no Colégio Diogo Feijó, na Rua Senador Alencar. Modestia à parte, fui um dos alunos mais dedicados. Recebi livros, em diversas ocasiões,como prêmios, em função de meu aproveitamento escolar. Sempre acreditei no valor da cultura, razão pela qual abracei os estudos. Não me envergonho de dizer que, durante aquele período, tinha incumbência de afazeres domésticos, em residência de meu pai e minha madastra. Sou órfão de mãe, desde meus cinco anos de idade, e de pai, aos dezoito. Aos treze, tive a felicidade de tornar-me datilógrafo, em 1938, o que me abriu as portas para o trabalho, qualificado naquela função, na Escola Royal da Casa Edison. Naquele estabelecimento meu pai era o Chefe de Vendas. Nem por isso meu genitor aceitou a gratuidade, que me foi oferecida pelo seu patrão, Fred Figner. Durante seis meses o curso foi pago. Por não ter idade para obter o certificado de reservista, não consegui empregar-me. Em 1941, ingressei no Liceu de Artes e Ofícios, preparando-me para o exame da admissão ao Propedêutico de Contabilidade, no qual permaneci do 1°. ao 3°. ano. Trabalhei na Fábrica de Móveis Lamas, de 28 de abril a 16 de outubro de 1941. Em 31 do mesmo mês, ingressei na Escola de Instrução Militar 306, sediada no Sindicato dos Comerciários, concluindo esse compromisso em 18 de setembro de 1942. Paralelamente, mais ou menos, no mesmo período, ou seja de 8/10/1941 a ao idêntico dia e mês do ano seguinte trabalhei na Sub Diretoria de Técica do Ministério da Aeronáutica. A seguir, fui admitido na Viação Aérea São Paulo, S/A VASP, na função de auxiliar de escritório. Fui diplomado Contador, na Associação Cristã de Moços do Rio de Janeiro, depois de frequentar seu curso, de 1944 até 1946. Aposentei-me em 1°. de junho de 1975, no cargo de Assessor de Assistente de Diretoria. Depois desse tempo, passei a dedicar-me a atividades diversas não remuneradas. Torna-se difícil e enfadonho contar toda minha hstória. Peço desculpas, entretanto, dizer alguma cousa, de forma tão resumida, sobre minha movimentação escolar e profissional, Não pretendo fazer minha biografia, pois não tenho memória para tanto, nem ousar tomar o tempo de quem muito tem o que fazer. Meu objetivo com esta sinopse é protestar contra quem tece loas a quem pouco fez para receber o que não merece. Para chegar-se à autocrítica é preciso muito cuidado, pois pode parecer excesso de vaidade. Mas, quando temos a consciência de que somos honestos, não podemos permitir o desrespeito com quem cumpriu seus deveres para com a Nação. Por esse motivo, sabendo que muitos fizeram tanto ou mais do que eu fiz; estando às portas da miséria, aeroviários e aeronautas aposentados da VARIG, clamo que se lhes faça a merecida justiça, restituindo-lhes seus direitos.
Se conseguir convencer um só colaborador a não fumar, terei ganho o dia Villas
Vai ser tao chato um pelego de sindicato destes (curioso: a ditadura poupava pelegos e nao poupou Lula, vai ver q se enganou,sarmento), chato mesmo que o discurseiro de botequim que voce despreza (uvas estao verdes, né?) que ocupe logo mais os livros de Historia que teus filhos e netos vão estudar. exaltado na medida neutra e na perspectiva do tempo. Curto e longo tempo. O que mais me diverte é que nao poderás impedi-lo. Sorry e mas que vivas para le-los.
Somente um reparo, Kassab ainda terá tres anos de mandato, isso se a cidade inteira não se afogar…