A crise da segurança
agosto 13, 2011
Blog do Villas
A crise da segurança
Villas-Bôas Corrêa
A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão dispensados de esquentar a cabeça e cansar os miolos para descobrir as causas da queda de alguns pontinhos nos seus índices de popularidade e que podem despencar de morro abaixo.
Na verdade nada de pessoal contra o miliardário conferencista, que roda pelo mundo fazendo palestras pela tabela de milhões e não tem mãos a medir.
E a presidente Dilma Rousseff é muito bem avaliada nas pesquisas. A inesperada queda de menos de uma dezena de pontinhos é resultante da insegurança, do medo da população com a explosão de violência denunciadas pelas manchetes dos jornais e os noticiários das redes de televisão.
Medo de sair à rua, a qualquer hora do dia e da noite. Medo da casa ou do apartamento invadido para a pilhagem de gangues de marginais armados até os dentes e que não têm nada a perder, nem mesmo a vida.
A disparada do custo de vida tem seu reflexo no estômago da classe média e da pobreza, que compram cada vez menos e pechincham para o abatimento de centavos.
Mas, é o medo do assalto a sombra negra, cada vez mais assustadora. Pois, ela cresce a cada dia. Ninguém vai a um banco para descontar um cheque ou sacar cruzeiros sem olhar para os lados desconfiando de todo, até da sombra.
Ora, isto não é vida. É o castigo do purgatório dos pecados que não foram cometidos.
E o Rio, como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, todas capitais e cidades, até as vilas, eram espaços que não despertavam o medo. Quantas madrugadas, na volta para casa depois do fechamento dos jornais em que trabalhava, atravessei a pé a Praça Tiradentes rumo ao Tabuleiro da Baiana para pegar o bonde para a rua Laranjeiras. Vínhamos conversando: o Odylo Costa, filho, o Heráclio Salles e eu como a coisa mais natural do mundo. E nunca aconteceu nada. O Rio era uma cidade civilizada.
A violência chegou para ficar não se sabe até quando. Como é lucrativa, pois os ladrões só não roubam as cuecas, cada um se resguarda com o seu santo de fé. E que já não está dando conta do inchaço dos crentes.
As capitais e grandes cidades cresceram demais com aumento da população. Com o meu avô materno, Luiz de Castro Villas-Bôas, conheci todos os teatros do Rio, do Municipal à Casa do Caboclo. E jamais tivemos qualquer preocupação com assaltos. Meu avô, asmático tinha pavor de sereno e de chuva. Mas, a atração pelo teatro era maior.
Bons tempos. A presidente Dilma tem um excelente índice de popularidade. Nestes tempos bicudos, com a população com medo de sair à rua, a sua provável reeleição, com apoio de Lula merece uma missa dos Barbadinhos e um agrado ao Pai de Santo.
Seguro morreu de velho e nunca passou fome.

Álbum
de Retratos